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Comportamento infantil
A criança porta-se mal ou quer apenas comunicar?
Quando, perante um saboroso prato de papas ou na hora de dormir, a Ana, que tem 2 anos, desata a espernear e a gritar, os pais levantam a voz, de dedo em riste, ou optam pelas «duas palmadas bem dadas», para acabar com a «birra». Mas será que a criança está, de facto, a portar-se mal...ou quer apenas comunicar algo aos pais? É normal. Não há criança que, de vez em quando, não se porte mal. Mas, segundo o psicólogo clínico Álvaro Ferreira, «talvez não exista o mau comportamento».
Álvaro Ferreira defende que muitos daqueles que são catalogados como maus comportamentos são, simplesmente, atitudes que contrariam as idealizações dos pais: «Uma criança considerada mal comportada reflecte uma expectativa que os pais têm e que não é correspondida. Isso tem um carácter contextual. O que é, hoje, tido como mau comportamento não o era há dez ou vinte anos. Este conceito também varia com o local. Há sempre uma dimensão cultural acerca do que é bom ou mau comportamento.»
Este psicólogo clínico salienta que há pais que consideram mau comportamento ser irrequieto, não tomar atenção na escola, não querer dormir, tomar banho ou comer. «Na minha opinião isto, se calhar, não pode ser visto como mau comportamento», explica Álvaro Ferreira. As expectativas dos pais vão se formando antes de o bebé nascer. «Uma mãe que, durante a gravidez, deseja inconscientemente que o bebé venha a ser muito rosadinho e que vai comportar-se como o seu primeiro filho vai, provavelmente, deparar-se com outra realidade: há um bebé real, que é diferente do imaginado – aquele que os pais desejam», explica o psicólogo. Isto causa frustração.
Muitos pais vivem com ansiedade o facto de as crianças manipularem os órgãos genitais, tocarem nas fezes, roerem as unhas ou chucharem no dedo. Segundo o psicólogo, «estes comportamentos são vistos como negativos, mas importa reconhecer que são atitudes normativas e saudáveis, desde que não se prolonguem e enquistem».
Perigos – o fruto proibido
«Aquilo que, vulgarmente, é considerada uma ‘birra’ constitui uma forma de a criança comunicar algo aos pais, como desde logo as cólicas e a fome, até as formas diversas de desprazer afectivo. Nas crianças mais velhas, pode significar uma vontade de ir por um caminho diferente daquele que está a ser imposto pelos adultos. As ‘birras’ são fundamentais, nesta dinâmica», assegura Álvaro Ferreira.
Quando uma criança está na rua, pendurada num muro, sujeita a cair e a magoar-se, os pais ficam aflitos. Segundo Álvaro Ferreira, «essa atitude pode significar uma posição de força, no sentido da autonomização. Uma ‘birra’ pode ser importante, como processo de autonomia».
O modo como o educador ou os pais se comportam em relação a uma «birra» é fundamental. Se não derem importância, «se permitirem que a criança faça o que quiser, ela vai perceber que não há limites. No outro extremo está o educador que, sem dizer nada, dá um par de estalos à criança, não permitindo que ela ganhe consciência dos perigos que corre. Nenhuma destas atitudes será a ideal. Para crescer, é preciso sentir alguma frustração», explica o psicólogo.
Quando as crianças começam a andar e querem descer uma escada, o ideal seria os pais estarem presentes e simultaneamente darem alguma liberdade, permitindo a exploração desse espaço. Álvaro Ferreira exemplifica: «Há pais que nunca deixam as crianças fazer nada, porque tudo é um perigo. Mas a criança precisa de explorar e de bater com a cabeça, para perceber que aquilo é duro e que a magoa.»
Castigar, sem ser o mau da fita
Os castigos que implicam violência física «têm de ser totalmente erradicados. O castigo ideal é aquele que é aceite pela criança como justo, mesmo que não o seja no momento em que é aplicado, que é acompanhado de afecto e proporcional à situação. Os castigos devem ter por objectivo fornecer normas e limites à criança», explica Álvaro Ferreira. Se a criança percebe que pode fazer «birras», sem ser penalizada, «pode haver perda de limites com consequências para o resto da vida. Por outro lado, se os pais nunca permitem nenhum tipo de ‘birras’, a criança torna-se passiva e pobre, em termos de vida mental», entende Álvaro Ferreira. O importante é perceber como terminar com as «birras», fazendo com que a criança sinta porque é que não deve ter determinados comportamentos.
E quanto às tradicionais «duas boas palmadas», Álvaro Ferreira diz que «a sua conveniência depende do contexto e do modo como são aplicadas. Muitas vezes, uma palmada dada com afecto é fundamental. Mas é preciso que seja dada no momento certo e, obviamente, para não magoar. O ideal seria não dar palmadas... mas o ideal não existe. Por isso, não devemos culpabilizar os pais. A palmada é um falhanço da comunicação e é, no fundo, um comportamento infantil». Quando as crianças estão, constantemente, a fazer «birras», «pode ser útil o acompanhamento por um profissional especializado. Nesses casos, mais ainda do que noutros, os castigos extremos não resultam», garante o psicólogo.
Aprenda a comunicar
Para Álvaro Ferreira, os ditos maus comportamentos são, frequentemente, provocados por problemas de comunicação.«Quando uma mãe cuida da criança, unicamente, como uma enfermeira e não lhe dá afecto, não a olha e toca-lhe pouco é sinal de que existem problemas de interacção. Mas também é preciso perceber se o bebé estimula a mãe», afirma o psicólogo.
A partir do momento em que os pais e os educadores compreendem que «os comportamentos classificados como maus acontecem porque há alguma perturbação na relação, podem modificar as atitudes consideradas repreensíveis. Está tudo nas mãos dos pais... e da criança», garante este psicólogo clínico.
Segundo Álvaro Ferreira, não há crianças que sejam sempre bem comportadas. «A criança que é sempre certinha, durante toda a infância, pode vir a ter sérios problemas de vida mental.» O ideal para um crescimento psíquico saudável, mas livre dos comportamentos considerados negativos, é um equilíbrio entre impor limites à criança e, simultaneamente, dar-lhe afecto. A palavra-chave é: comunicar... com amor.
texto Helena Soares
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da: JAS Farma, Comunicação - http://jasfarma.pt/

Colorir: qual a sua importância?
Colorir desenhos é uma actividade tão natural para as crianças como dormir e chorar. Muito mais do que formas aleatórias, colorações monocromáticas ou rabiscos quase ilegíveis, o acto de colorir é extremamente importante nos artistas de palmo e meio, incentivando o desenvolvimento de várias e essenciais capacidades.
Expressão pessoal. Desenhar e colorir são formas de expressão pessoal por excelência das crianças, que nem sempre conseguem exprimir-se adequadamente através da fala ou da escrita. Vários estudos já comprovaram que é bastante fácil perceber o que alguém está a sentir através das imagens que desenha ou das cores que utiliza para colorir. Por exemplo, uma criança que desenha facas, pistolas, caveiras ou outros objectos perturbantes pode estar a pedir ajuda. Por outro lado, uma criança que desenha o sol, passarinhos, corações ou outros objectos alegres, pode estar a expressar o seu contentamento. É um exercício excelente para desenvolver personalidades e deixar a criatividade fluir!
Identificação das cores. A maioria das crianças tem a sua primeira (e muitas vezes única!) exposição à roda das cores e ao conceito de arte, graças às brincadeiras infantis com lápis de cor, de cera e marcadores. Aprender a distinguir as diferentes cores bem cedo, é meio caminho andado para perceber as suas várias e correctas aplicações, bem como possíveis misturas entre cores primárias e secundárias, mais tarde.
Uma forma de terapia. O simples acto de colorir pode ser terapêutico para muitas crianças e é uma actividade utilizada em muitos hospitais, centros de aprendizagem e instituições para possibilitar o “descarregar” de emoções, sentimentos e frustrações. Uma criança zangada pode perfeitamente pintar o seu desenho de uma árvore toda preta, a tal ponto que a própria figura deixe de ser visível. De outra perspectiva, uma criança organizada, que gosta das coisas à sua maneira, pode colorir o seu desenho meticulosamente, sem ultrapassar qualquer linha do mesmo. Independentemente da forma como vai colorir ou desenhar, esta é uma excelente forma de acalmar as crianças.
Aprender a segurar e a controlar. Um lápis de cera é, para muitas crianças, o primeiro objecto que aprendem a segurar, para o poderem controlar. Dominar um lápis de cera é a rampa de lançamento para conseguirem dominar as restantes ferramentas de colorir – lápis de cor, marcadores, pincéis – e, mais tarde, os de escrita – caneta e lápis. Quanto mais bem desenvolvidas estiverem as suas capacidades de segurar e de controlar um lápis de cera, mais facilitada será a sua aprendizagem mais tarde, quando começarem a escrever.
Coordenar para pintar. O desenvolvimento da coordenação olho-mão é outra grande lição que as crianças retiram das suas sessões de colorir. Desde segurar firmemente o lápis de cera, a reconhecer as cores que devem ser utilizadas, até ao acto de afiar os lápis, a verdade é que colorir desenhos implica uma enorme coordenação entre os olhos e as mãos. Quanto mais praticarem, mais vão desenvolver esta aptidão tão básica para a vida.
Aperfeiçoamento das capacidades motoras. Colorir é divertido, não é? Pois é! Mas também é muito mais do que isso – enquanto as crianças se entretêm a colorir, interagindo com marcadores, tintas, lápis de cor, de cera e papel, estão a trabalhar e a fortalecer os músculos das mãos. Colorir exige uma coordenação básica e um esforço conjunto entre os músculos dos braços e os das mãos que, uma vez desenvolvidos, permitirão às crianças executar actividades mais exigentes, mas com dificuldade mínima.
Concentração máxima. As crianças que se dedicam a 100% à coloração dos seus desenhos fazem-no na perfeição: não há espaço que fique por preencher, nem linha que tenha sido cruzada! E isto porquê? O simples acto de colorir tem a capacidade de prender a atenção de uma criança, estimulando a sua concentração máxima, mesmo face a um ambiente barulhento como uma sala de aula ou a cozinha antes da hora de jantar. Com o passar do tempo, os seus níveis de concentração vão continuar a melhorar.
Estabelecer limites. Uma criança mais nova não saberá respeitar as linhas do seu desenho tão bem como uma criança mais velha que já faz um esforço enorme para colorir dentro das mesmas… mas depressa chega lá! E ainda bem! Reconhecer e respeitar estes limites (mesmo que sejam os de um desenho!) é uma excelente experiência e método de aprendizagem para aquilo que se segue: escrever letras e números nas linhas de um caderno!
Missão cumprida! A satisfação e o sorriso na cara de qualquer criança que consegue colorir um desenho inteiro dentro das linhas, é uma vitória muito importante para os artistas de palmo e meio! O sentido de cumprimento, de que tudo é possível, é fundamental para as crianças porque dá-lhes motivos para se sentirem orgulhosos, capazes, confiantes e, claro, para ser congratulado pela sua comunidade mais imediata. Para além disso, é um sentimento de “missão cumprida” que dificilmente esquecerão.
Retirado DAQUI
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| Cláudia C. Bogalho |
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