George Bernard Shaw
Um blog para partilhar, comentar,informar...sempre com muita alegria! Bem-vindos ao Mundo Encantado das Crianças!
sábado, 10 de março de 2007
segunda-feira, 5 de março de 2007
Educação infantil: Artes
Pequenos artistas
Chega de casinhas com chaminés. A criatividade aparece quando você investe no trabalho com desenhos na creche e na pré-escola
Tatiana Achcar
Quando eu tinha 15 anos, sabia desenhar como Rafael, mas precisei de uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças." A frase do artista espanhol Pablo Picasso (1881-1973) - referindo-se ao pintor renascentista Rafael Sanzio (1483-1520) - demonstra a importância de valorizar a riqueza artística nata dos pequenos. "É comum a idéia de que o desenho é uma ação espontânea da criança e que, portanto, não precisa ser desenvolvido", afirma a psicóloga Mônica Cintrão, da Universidade Paulista, em São Paulo. Num outro extremo está o uso de figuras infantilizadas produzidas por adultos, como elefantes com lacinhos, reduzindo o aprendizado em Artes a atividades de colorir.
O resultado dessa prática aparece desde o início do Ensino Fundamental. Muitas crianças afirmam que não sabem desenhar. Na hora da atividade, apresentam trabalhos estereotipados, traçando casinhas com chaminé e árvore no jardim, montanha com sol poente, gaivotas e homens-palito. Esses mesmos desenhos vão segui-las pela vida toda.
No livro Arte na Sala de Aula, Rosa Iavelbeg, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, aponta que os desenhistas têm idéias próprias sobre o que fazer e são elas que regem suas ações e interpretações. O desenho não é simplesmente a representação do mundo visível, mas uma linguagem com características próprias, que envolve decisões individuais e de culturas coletivas. "Ao ter isso em mente, o professor evita enquadrar os estudantes em visões parciais e deformadas sobre os atos de desenhar e de ler desenhos."
Quando o desenho é desenvolvido na Educação Infantil (leia o quadro desta página e os das próximas), não ocorre o empobrecimento do grafismo, que, de acordo com alguns autores, se dá a partir dos 9 anos. O "cultivo" envolve informação e intervenção do professor e a interação do aluno com a produção dos colegas, com o meio natural e cultural e com a prática de artistas.
Atividades desse tipo têm lugar no Centro de Educação Infantil Gente Miúda, em Curitiba, e na EMEI Papa João Paulo II e no Instituto de Educação Santiago de Compostela, ambos em São Paulo. A professora Rosângela Barbosa Ferreira de Medeiros, da João Paulo II, planeja seu trabalho de forma que os alunos desconstruam o mito de que não sabem desenhar. "Quero que valorizem suas idéias e que não se submetam ao desenho figurativo só para agradar ao adulto."
De acordo com Rosa Iavelberg, cabe ao professor articular as práticas das crianças ao valor da arte na vida e na sociedade, às técnicas existentes e ao conceito de desenho. Para isso, Mônica Cintrão defende a importância de conhecer as transformações do desenho infantil (leia o quadro As etapas do grafismo na página ao lado). Essas informações ajudam a avaliar e a planejar as intervenções que devem ser feitas durante todo o ano letivo.
Diferentes materiais
Para agir de forma produtiva, o professor precisa ter consciência sobre o que os pequenos devem aprender. Assim, pode se guiar pelas fases dos desenhos e pelas práticas criativas das crianças. Para começar, é importante ampliar o conceito de desenho. "Ele não é uma linha de contorno que representa um objeto. É ação sobre uma superfície que produz algo para ser visto", explica Rosa.
Durante as aulas, é preciso criar constantemente situações em que a criança desenhe sobre o tema que quiser e experimente vários materiais - lápis, tinta, giz de cera, carvão - e diversos suportes - papel, chão, areia, parede...
A avaliação dos trabalhos também vai determinar a evolução das futuras produções artísiticas. Por isso, é necessário valorizar o desenho de todos e dialogar com os alunos sem impor o juízo estético adulto. Perguntar "o que é isso?" aos pequenos ou pedir que eles contem a história do desenho não é recomendável. "Isso induz a criança a tentar interpretar o desenho e a dar nome a traços que não foram feitos com a preocupação de serem nomeados. É preferível pedir que a criança fale do seu trabalho", diz Rosa.
Guarde as produções de cada estudante numa pasta e retome-as depois numa roda de apreciação. "Não importa se faz tempo que o desenho foi produzido. Mostrá-lo cria referência de que ele foi feito por alguém e pertence a um conjunto de obras", explica Rosa. Tudo isso contribui para a turma deslanchar e começar a elaborar traços mais criativos e bem compostos. Para que o trabalho tenha sucesso, é importante envolver os pais. É comum eles quererem ver as tais figuras desenhadas por adultos e coloridas pelos filhos na pasta de atividades no final do bimestre. Por isso, na próxima reunião, explique a importância do desenvolvimento criativo.
Mundo colorido

Para que os pequenos ampliem seu universo pictórico e percebam a diversidade de tons, formas e tamanhos, Nilciane Azamor Souza, professora da escola Gente Miúda, os leva para o parque. "Peço que prestem atenção nos detalhes das folhas, das flores, do tronco e da raiz e no tamanho da árvore em relação a outras plantas." Em classe, ela sugere que eles lembrem do que foi visto e pintem com guache e pincel.
Isso estimula a capacidade de reproduzir o que viram e permite perceber que o material e o suporte influenciam o desenho.
O que se vê

Garatujas
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No início do ano, as turmas da escola Santiago de Compostela que completam 2 anos no período letivo desenham garatujas desordenadas e rabiscos aleatórios que extrapolam o limite do papel. Todos os dias, durante dois meses, a professora Beatriz Massini Tartalho incentiva a prática do desenho com lápis de cor e grafite, giz de cera e caneta hidrocor. Desenhando e observando o trabalho dos colegas, a criança percebe o limite da folha e ordena as garatujas. "Quando o tema é livre, os pequenos fazem movimentos ampols e desordenados, sem pensar na figura. Se o tema é bicho, eles começam a imaginar uma imagem e desenham formas mais definidas", diz Beatriz. Logo, estão dando nome aos desenhos.
Alimento estético

Arte comentada

Aprimorar o desenho...
Possibilita a expressão pela linguagem pictórica, além da oral e escrita.Mostra o valor da arte na vida e na sociedade.
Evita o empobrecimento gráfico e a produção de trabalhos estereotipados.
Teoria
As etapas do grafismo*
As fases a seguir se sucedem, mas a idade em que elas se manifestam varia
De 2 a 4 anos - Garatuja
Desordenada - Movimentos amplos e aleatórios que não respeitam o limite da folha.
Ordenada - Os rabiscos seguem o limite do papel.

Nomeada - Os rabiscos ganham nome: papai, nenê, mamãe.

De 4 a 6 anos - Pré-esquema
Boneco girino - Tem início o desenho da figura humana, com braços e pernas que saem da cabeça. Mais adiante, os membros saem do corpo.
Exagero - Não há proporção nem perspectiva. As figuras são grandes ou pequenas demais.
Omissão - Faltam partes do corpo ou do rosto. Um braço pode ser mais comprido que o outro.
Justaposição - As figuras são misturadas na folha, sem linha de base (chão e céu). Não há organização espacial. O sol pode surgir na parte de baixo.

*de acordo com Viktor Lowenfeld (1947-1977)
Fonte: Avaliação Escolar do Desenho Infantil: Uma Proposta de critérios Para Análise, tese de Mônica Cintrão
Quer saber mais?
Contatos
Centro de Educação Infantil Gente Miúda, R. Julia Wanderlei, 1205, 80710-210, Curitiba, PR, tel. (41) 3335-4425
EMEI Papa João Paulo II, R. Paulo Arentino, 870, 02998-140, São Paulo, SP, tel. (11) 3949-6814
Instituto de Educação Santiago de Compostela, R. Luis Molina, 70, 04116-280, São Paulo SP, tel. (11) 5572-0071
Bibliografia
Arte na Sala de Aula - Cadernos da Escola da Vila 1, Zélia Cavalcanti, 80 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 30 reais
Para Gostar de Aprender Arte - Sala de Aula e Formação de Professores, Rosa Iavelberg, 128 págs., Ed. Artmed, 34 reais
domingo, 25 de fevereiro de 2007
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Para sonhar o que poucos ousaram sonhar.
Para realizar aquilo que
já te disseram que não podia ser feito.
Para alcançar a estrela inalcançável.
Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela.
Sem quereres saber quão longe ela se encontra;
nem de quanta esperança necessitarás;
nem se poderás ser maior do que o teu medo.
Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.
Para carregar sobre os ombros o peso do mundo.
Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.
Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.
Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti. Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.
Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.
Para amar com pureza e castidade.
Para devolver à palavra "amigo" o seu sabor a vento e rocha.
Para ter muitos filhos nascidos também do teu corpo e - ou - muitos mais nascidos apenas do teu coração.
Para dar de novo todo o valor às palavras dos homens.
Para descobrir os caminhos que há no ventre da noite.
Para vencer o medo. Não medirás as tuas forças.
O anjo do bem te levará consigo, sem permitir que os teus pés se magoem nas pedras.
Ele, que vigia o sono das crianças e coloca nos seus olhos uma luz pura que apetece beijar, é também guerreiro forte.
Verás a tua mão tocar rochedos grandes e fazer brotar deles água verdadeira.
Olharás para tudo com espanto.
Saberás que, sendo tu nada,
és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.
Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer.
Para viver daquilo que mata.
Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.
Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.
Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.
Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.
Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes de tudo.
Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam.
Para mostrar que se pode viver de luar
quando se vai por um caminho
que é principalmente de cor e espuma.
Levantarás do chão cada pedra das ruínas
em que transformaram tudo isto.
Uma força que não é tua nos teus braços.
Beijá-las-ás e voltarás a pô-las nos seus lugares.
Para ir mais além.
Para passar cantando perto daqueles que
viveram poucos anos e já envelheceram.
Para puxar por um braço, com carinho,
esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.
Dirás até ao último momento: "ainda não é suficiente".
Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava.
Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada.
Disposto a ter contigo dores
que são semente de alegrias talvez longe.
Para tocar o intocável.
Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.
Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.
Para alcançar a estrela inalcançável.
(Paulo Geraldo)
Jogos
Corrida de Centopeia
Dado o sinal para começar, todas as equipas devem estar formadas, por exemplo em grupos de 5 crianças;
Cada equipa deve formar uma “fila” estando cada criança com as mãos na cintura do colega da frente;
Devem ir em direcção à linha de chegada, sem a fila ter sido desfeita;
Caso a corrente se quebre (se uma das crianças soltar o colega da frente), a equipa deve regressar ao lugar de partida e recomeçar o trajecto.
Vencerá a equipa que chegar primeiro à linha de chegada sem sair da fila.
Corrida com Jornais
Cada criança deve estar com duas folhas de jornal nas mãos;
Ao sinal de início, devem colocar no chão, à sua frente, uma das folhas de jornal, e pisá-la;
Depois colocar a outra, dar um passo à frente pisando sobre ela, e apanhar a que ficou atrás, para tornar a colocá-la no chão, à sua frente e pisar sobre ela e apanhar a que ficou atrás;Farão a troca de jornal até atingir à linha de chegada.
Vencerá quem chegar primeiro sem rasgar o jornal.
Era uma vez, um gato Maltês
a) Mantendo a estrutura verbal do jogo anterior, cada criança tem agora de pôr-se de cócoras, quando diz a palavra. Quando voltar a jogar, põe-se, de novo, em pé...
b) Quando joga, a criança, em vez de acocorar-se e manter-se nessa posição, desce e sobe num movimento contínuo, único.
c) Tornando o jogo muito mais difícil, desta vez o jogador que se baixa, não é o que fala, mas aquele que o precede na roda, isto é, o que falou anteriormente.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
As coisas mais belas da vida não podem ser vistas ou tocadas. Elas precisam ser sentidas com o coração.
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Você tem medo do quê?
Medo de fantasmas, de bruxas, do escuro. São esses, entre outros medos e pavores, que surgem na imaginação das crianças e que fazem com que suas noites se tornem um pesadelo. Mas tais medos são normais na fase infantil, pois a criança possui uma imaginação muito forte que faz com que tudo que aprenda ou descubra torne-se real.
Os primeiros sinais de sustos e medos começam por volta dos 7 ou 8 meses, quando os bebês costumam estranhar ambientes e pessoas com as quais não estão acostumados. Já com 2 anos é comum a criança ter medo de ser abandonada pelos pais.
Mas é a partir dos 3 anos de idade, quando sua imaginação está a todo vapor, que aparecem os medos mais intensos e abstratos, como do escuro, de bruxas, fantasmas, monstros e bichos papões. Como resultado do pensamento mágico típico desta idade, todos os tipos de medos tornam-se reais e lógicos na mente da criança.
Freqüentemente os pais ficam confusos e não sabem como lidar com esta situação. Uma boa maneira de auxiliar a criança a vencer seu medo consiste em fazê-la participar da procura de métodos práticos de lidar com a experiência assustadora.
Às vezes, o simples fato de manter acesa uma luz fraca no quarto durante a noite é suficiente para assegurá-la de que não há monstros espreitando no escuro. Outra forma consiste em mostrar o objeto que traz medo à criança numa situação em que ela sinta-se segura. Este tipo de exposição a um modelo, ou seja, a demonstração de que outros não têm medo, pode ser um método efetivo.
A cumplicidade também é um método eficaz: os pais podem ajudar seus filhotes contando que também tinham medos quando eram pequenos. E até mesmo reconhecer que ainda hoje tem alguns medos.
O medo faz parte da vida da criança, embora ela ainda não tenha condições emocionais para enfrentá-lo. Por esta razão, todos os medos de seu filho, alguns absurdos, outros nem tanto, merecem o maior respeito. De nada adianta o adulto fingir que não notou. E nem insistir em dizer que não tem bicho nenhum atrás da cortina ou que fantasmas não existem.
Conversar com a criança sobre o assunto, levá-la a revelar - no meio de uma historinha, por exemplo - o que a deixa assustada, isto sim, pode ajudar bastante. O simples fato de poder compartilhar com alguém querido qualquer experiência vivida traz alívio aos pequeninos. Deixe a criança falar, dividir o peso de suas angústias. Afinal, até os bebês, algumas vezes, se sentem amedrontados, tensos ou angustiados.
Rafaela Rosas
retirado daqui
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Existem várias teorias relativas à origem de São Valentim e à forma como este mártir romano se tornou o patrono dos apaixonados. Uma das histórias retrata o São Valentim como um simples mártir que, em meados do séc. III d.C., havia recusado abdicar da fé cristã que professava. Outra defende que, na mesma altura, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. Um sacerdote da época, de nome Valentim, teria violado este decreto imperial e realizava casamentos em sigilo absoluto. Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado e condenado à morte. Ambas as teorias apresentam factores em comum, o que nos leva a acreditar neles: São Valentim fora um sacerdote cristão e um mártir que teria sido morto a 14 de Fevereiro de 269 d.C.
Quanto à data, algumas pessoas acreditam que se comemora neste dia por ter sido a data da morte de São Valentim. No entanto, outros reivindicam que a Igreja Católica pode ter decidido celebrar a ocasião nesta data como uma forma de cristianizar as celebrações pagãs da Lupercalia. Isto porque, na Antiga Roma, Fevereiro era o mês oficial do início da Primavera e era considerado um tempo de purificação. O dia 14 de Fevereiro era o dia dedicado à Deusa Juno que, para além de rainha de todos os Deuses, era também, para os romanos, a Deusa das mulheres e do casamento. No dia seguinte, 15 de Fevereiro, iniciava-se assim a Lupercalia que celebrava o amor e a juventude. No decorrer desta festa, sorteavam-se os nomes dos apaixonados que teriam de ficar juntos enquanto durasse o festival. Muitas vezes, estes casais apaixonavam-se e casavam. No entanto, e como aconteceu com muitas outras festas pagãs, também a Lupercalia foi um 'alvo a abater' pelo cristianismo primitivo. Numa tentativa de fazer uma transição entre paganismo e cristianismo, os primeiros cristãos substituíram os nomes dos enamorados dos jogos da Lupercalia por nomes de santos e mártires. Assim, conciliavam as festividades com a religião que professavam, aumentando a aceitabilidade por parte dos Romanos. São Valentim não foi excepção e, como tinha sido morto a 14 de Fevereiro, nada melhor para fazer uma adaptação da Lupercalia ao cristianismo, tornando-o como o patrono dos enamorados.
Tradições do Dia de São Valentim
Por exemplo, nas Ilhas Britânicas na altura dos Celtas, as crianças costumavam vestir-se de adultos e cantavam de porta em porta, celebrando o amor; no actual País de Gales, os apaixonados trocavam entre si prendas como colheres de madeira com corações gravados, chaves e fechaduras, o que significava «Só tu tens a chave do meu coração».
Já na Idade Média, em França e na actual Inglaterra, no dia 14 de Fevereiro, os jovens sorteavam os nomes dos seus pares e estes eram cosidos nas mangas durante uma semana. Se alguém trouxesse um coração costurado na camisola, isso significava que essa pessoa estava apaixonada.
Ao longo dos tempos, as tradições de São Valentim foram adquirindo um grau de complexidade cada vez maior. A cada ano que passava, foram-se criando novas tradições, lendas e brincadeiras, como é o caso das mensagens apaixonadas.
A tradicional troca de cartões, cartas e bilhetes apaixonados no dia 14 de Fevereiro teve origem na altura da própria lenda de São Valentim, quando este teria deixado um bilhete à filha do seu carcereiro. No entanto, não há qualquer facto que comprove esta lenda.
Porém, é certo que, no século XV, Charles, o jovem duque de Orleães, terá sido o primeiro a utilizar cartões de São Valentim. Isto porque, enquanto esteve aprisionado na Tower of London, após a batalha de Agincourt em 1945, terá enviado, por altura do São Valentim, vários poemas e bilhetes de amor à sua mulher que se encontrava em França.
Durante o século XVII sabe-se que era costume os enamorados escreverem poemas originais, ou não, em pequenos cartões que enviavam às pessoas por quem estavam apaixonados. Mas, foi a partir de 1840, na Inglaterra vitoriana, que as mensagens de São Valentim passaram a ser uniformizadas. Os cartões passaram a ser enfeitados com fitas de tecido e papel especial e continham escritos que ainda hoje nos são familiares, como é o caso de «would you be my Valentine».

Dia de S.Valentim

Contar Histórias– Uma Linguagem de Afeto
Laerte Vargas
A partir das cantigas de ninar, a criança vai criando ferramentas para se tornar leitor e identificar a espinha dorsal de uma narrativa.
No entanto, é errada a idéia que comumente se tem de que contar histórias é privilégio dos pequenos. O ofício de contador tem me mostrado que contar e ouvir histórias é uma arte sem idade, o que confirma a máxima popular que diz que “de uma boa história ninguém escapa”.
Mas, afinal, o que conta o conto?
As histórias populares mostram sempre, num primeiro plano, um personagem sendo compelido a um processo de transformação: ele é expulso de casa ou tem que fugir; enfim, sair do âmbito familiar para cumprir uma tarefa essencial para sua sobrevivência ou de um ente querido. Muitos contos iniciam mostrando a morte da mãe “perfeita demais” para que possa dar lugar a um indivíduo único e inimitável. A partir disso, ele se confrontará com impasses morais, terá que discernir o bem do mal, atravessar florestas escuras ( seus medos ) para fazer jus ao “ser feliz”.
Na verdade, são questões que não fazem parte unicamente do repertório infantil e, sim, norteadores para uma vida com mais qualidade e expressão.
As histórias nos acordam dos nossos encantamentos, abrem espaço para outros e se tornam fiéis parceiras em nossos processos de transformação.
“Mas, já temos tudo pronto... A televisão não é o mais prático contador de histórias?”, perguntarão alguns. Sem dúvida, a televisão hoje em dia é uma janela para o mundo. Mas, quanta poluição entra quando resolvemos abrir a janela de nossa casa?
Simplesmente apertamos um botão, selecionamos um canal e não nos preocupamos (e nem temos tempo) para filtrar o que é servido às nossas crianças... E quanto da capacidade imaginativa cerceamos quando damos as imagens já prontas e num ritmo industrial que nunca conseguirá suprir a afetividade que o contar histórias proporciona! Cada ouvinte imaginará a história do seu jeito, ele mesmo será o pintor desta tela e elegerá as cores que usará.
E, o melhor de tudo, terá os olhos do contador como porto seguro para sua viagem.
Tudo isso faz do contar histórias uma linguagem única e que pode ser desenvolvida por qualquer um que tenha no coração um ninho aconchegante para recebê-las e compartilhá-las.
Laerte Vargas é contador de histórias, pesquisador, fundador do Confabulando - Contadores de Histórias, Dinamizador de Oficinas de contadores de histórias
sábado, 3 de fevereiro de 2007
Não corra atrás das borboletas;
plante uma flor em seu jardim
e todas as borboletas virão até ela.
(D. Elhers)
- É responder a diversas solicitações tendo sempre presente a necessidade de desenvolver atitudes pedagógicas adequadas, diversificadas face à diferença e individualidade do ser humano;
- É promover o conhecimento e a reflexão sobre a Educação e o Sistema Educativo do qual fazemos parte, tendo como parceiros os elementos de uma comunidade educativa alargada;
- É escutar as ansiedades, os receios, e as preocupações legítimas dos pais;
- É procurar dar respostas sociais às necessidades das crianças respeitando e responsabilizando o domínio e a esfera de actuação da família;
- É facilitar e promover de forma adequada o acesso à escolarização, o direito à informação, o exercício da autonomia, cidadania e a verdadeira igualdade de oportunidades;
- É promover um espaço de partilha entre agentes educativos no qual se valorizem saberes e experiências;
- É respeitar a individualidade de cada criança nos seus sentimentos, assegurando-lhes que são compreendidas e respeitadas, assumindo o profissional de educação o papel de agente facilitador, o que exige por sua vez, uma reflexão sobre o tipo de resposta que se dá às crianças em função da sua personalidade, do seu passado educativo e dos projectos pedagógicos;
- É um desafio permanente ao desenvolvimento pessoal e profissional de cada um de nós;
- É exercer uma acção educativa/pedagógica que se alimenta também de palavras, atitudes e acções de encorajamento em que a troca de experiências potencia o processo de autoformação;

PALAVRAS -CHAVE PARA A
EDUCAÇÃO DE INFÂNCIA DE QUALIDADE:
-Reflexão e partilha para as competências profissionais;
2004, Cadernos de Educação de Infância, nº70
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
As crianças não sabem
avaliar o perigo.
Saiba como protegê-las
dos perigos
presentes em todas as casas
Recomendações
pelo que qualquer objecto que encontram em casa pode transformar-se
num brinquedo muito interessante.
Botões, tampas e rolhas de garrafas, moedas, pregos pequenos,
parafusos e até brinquedos com peças demasiado pequenas são uma
atracçãoirresistível para crianças até aos três anos, que gostam de levar
tudo à boca.Mas consistem um grande perigo, pois as crianças podem
engasgar-se e até sufocar.
de acidentes domésticos com crianças?
Seguem-se os cortes, as queimaduras e as intoxicações.
Atitudes que podem salvar
deve procurar ensiná-las e alertá-las para os riscos que certos actos
envolvem,para que elas possam desenvolver a noção do que é o perigo
e do que são comportamentos perigosos. Mesmo quando as crianças são
pequenas e a explicação requer muita paciência.
lhe são permitidas a si e a ela não, apontando razões de idade, capacidade,
responsabilidade, segurança, etc.
Cuidados com medicamentos
*Todos os medicamentos devem ser guardados fora do alcance das crianças,
em lugares altos e, de preferência, em armários ou caixas bem fechadas;
*
*
não os tome à frente delas, pois estas tendem a imitá-lo;
*
estão deterioradas. Junte-os e entregue-os na farmácia mais próxima.
*
deve ser liso (escorregadio);
*
ou a começar a andar, coloque protecções e barreiras (portões) em todos
os acessos da casa às escadas;
*
depois de passar. Um portão mal fechado é como se não existisse.
* Coloque grades ou redes de protecção em todas as janelas e varandas.
São as únicas formas de evitar acidentes graves em apartamentos.
Uma porta ou uma janela aberta representam um grande perigo.
Há muitas quedas de crianças em consequência de janelas e portas abertas.
*
mesmo que esta seja própria para ela;
*
Muitos afogamentos de crianças até aos 4 anos ocorrem porque os adultos se
ausentam por “um minuto”, para atender o telefone, ir buscar o lanche, etc.
*
*
mesmo quando elas estão a brincar ao pé da piscina. Se escorregarem e
caírem para dentro da água estarão mais protegidas;
*
de forma a impedir que a criança tenha acesso à água.
Cuidados na cozinha
*
*
*
*
*
crianças tentem pegar-lhes;
*
*
brincadeiras podem provocar incêndios;
*
mantidos fora do alcance das crianças;
*
do fabricante;
*
o gás. Se o seu fogão tiver acendedor eléctrico, acenda primeiro o gás, no mínimo,
e só então accione o acendedor;
*
*
Evite usar roupa de tecidos sintéticos e aventais de plástico quando está a cozinhar;
*
coloque, no seu interior, louças com decoração prateada ou dourados (causam faíscas).
Cuidados com produtos de limpeza e outros produtos tóxicos
*
guarde estes produtos em locais inacessíveis a crianças e a animais;
*
armários e gavetas da cozinha ou de outros locais.
*
inalação pode ter consequências graves ou até fatais.
*
*
para evitar choques eléctricos;
*
crianças que estão na fase de gatinhar ou até um pouco mais crescidas,
parecendo os locais ideais para tentarem enfiar os dedos e os
mais variados objectos.
nunca devem ser dados às crianças para elas brincarem.
Mantenha esses objectos em locais fechados e a que a criança não tenha acesso.
*
Além da alta temperatura, é perigoso pelo seu peso e pela ligação à electricidade;
*
*
do alcance das crianças;
*
*
e inacessível às crianças.
*
*
*
envenenamento e de outros centros de ajuda em local bem visível (por exemplo,
ao pé do telefone);
*
*
oferecidos por adultos que não conhecem;
*
de elevador.
*
ou móvel onde muda as fraldas e a roupa;
*
à mão;
*
altura em que vai vestir a criança.
*
*
Normalmente as grades são adaptáveis em altura, para facilitar o colocar e
tirar a criança da cama;
*
a criança na cama;
*
gatinhar ou ficar de pé; está na altura de adequar a grade, se for o caso, às suas
novas capacidades;
*
*
Cuidados com o banho
*
Mesmo com água rasa é perigoso. Uns segundos bastam para que se afogue;
*
para evitar queimar a criança se a água estiver demasiado quente;
*
*
ser engolidos e suficientemente resistentes para não lascarem ou partirem;
*
de que são feitos, evitando, por exemplo, o risco de alergias;
*
*
também são apropriados.
podem asfixiar ou estrangular;
*
*
*
*
(café, chá, etc.) fora do alcance dele;
*
o bebé.
Data de publicação 30.10.2005
Pequenos e terríveis
Um significativo número de crianças sofre da Síndroma de Défice de Atenção e Hiperactividade, o que em termos mais simples significa que não se conseguem concentrar nem estar sossegadas um só minuto que seja e que põem os «nervos em franja» a pais e professores. A situação torna-se preocupante quando estas crianças começam a frequentar a escola e o seu comportamento pode comprometer o desempenho escolar. Existem pais e professores que andam completamente desesperados com o comportamento dos filhos e dos alunos.
Vencidos pelo cansaço e sem saber como controlar os impulsos dos seus filhos, os pais recorrem à ajuda do pediatra, que lhes explica que as crianças sofrem da Síndroma de Défice de Atenção e Hiperactividade (SDAH), uma perturbação neurocomportamental frequente na infância.
Basta referir que até 20% das crianças em idade escolar podem ser afectadas por esta patologia, que tem especial incidência nos rapazes. A causa ainda não é conhecida, mas há a hipótese de haver uma base genética que determine a ocorrência da doença, como referem os especialistas do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico de Coimbra (CDC/HPC) no documento «A criança doente hiperactiva».
Existe uma grande dificuldade em conseguir distinguir entre o comportamento normal de uma criança e o daquela que tem SDAH, pois o diagnóstico é feito apenas com base em critérios comportamentais, porque não existe qualquer exame físico ou laboratorial que possa confirmar a doença. Sabe-se, no entanto, que é fundamental que os sintomas persistam por mais de seis meses e se tenham iniciado antes dos sete anos para se concluir a presença do SDAH.
Desatentos, hiperactivos e impulsivos
A falta de atenção, a hiperactividade e a impulsividade são três comportamentos característicos de quem sofre de SDAH. Estas crianças têm dificuldade em manter a atenção por períodos muito prolongados, parecem andar com a «cabeça nas nuvens», distraem-se com facilidade e evitam as tarefas que necessitem de grande concentração.
A hiperactividade surge muitas vezes aliada a um comportamento impulsivo, o que leva a atitudes descontroladas: as crianças respondem a perguntas que não foram concluídas, não conseguem aguardar pela sua vez, interrompem os colegas e têm dificuldade em permanecer sentados.
Os educadores de infância e os professores deparam-se com grandes dificuldades quando têm uma criança hiperactiva na sua sala de aula. Além de distrair os colegas, o aluno hiperactivo está permanentemente desatento, o que dificulta a sua aprendizagem.
«Não há qualquer razão para que todas as crianças tenham que ter as mesmas tarefas ou a mesma abordagem pedagógica, desde que tenha lugar o ensino dos mesmos conceitos e ou princípios», alerta o Dr. José Eduardo Boavida, pediatra do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico de Coimbra, que deixa algumas dicas que podem facilitar a vida a alunos e professores durante as aulas.
Sentar o aluno próximo do professor e inseri-lo numa turma reduzida pode ser uma das primeiras medidas a tomar, depois há que ter em conta que estas crianças sofrem de um défice de atenção, por isso devem ter um apoio individualizado, e as actividades devem ser feitas de acordo com a própria capacidade de concentração do aluno.
Estimular para tratar
Quando os pais ou os professores perdem por completo a paciência, a tendência pode ser a de castigar os pequenos terríveis, o que não soluciona, e pode mesmo agravar, a situação.
«Antes de mais, é fundamental que todos vejam esta síndroma como um problema comportamental e de saúde da criança e não como um problema disciplinar», referem os especialistas do CDC/HPC.
Os pais e docentes devem assumir «uma atitude positiva, tentando valorizar e reforçar comportamentos adequados, evitando a crítica frequente e situações que levem previsivelmente ao insucesso», explicam os médicos do CDC/HP, o que às vezes não é fácil.
Os medicamentos podem ajudar estes pequenos doentes a ter uma vida menos agitada. Ao contrário do que se possa pensar, não é com calmantes que se modifica o comportamento destas crianças, mas com estimulantes, psicoestimulantes.
Estes fármacos são eficazes na melhoria da atenção, o que tem consequências positivas ao nível do desempenho escolar e trazem benefícios na redução da hiperactividade e impulsividade.
Estes psicoestimulantes só estão disponíveis em meio hospitalar, logo o seu acesso está condicionado através do seguimento da criança em consulta especializada. Apesar da ajuda que dão a quem convive com estas crianças, estes medicamentos devem ser utilizados de forma descontínua e as férias, os fins de semana e os feriados são as alturas ideais para «descansar» desta terapêutica. Para os pais e professores estas substâncias fazem verdadeiros milagres na alteração dos comportamentos das crianças. José Eduardo Boavida refere casos em que os pais desesperam quando o medicamento esgota nos hospitais portugueses. Há situações em que vão mesmo até Espanha para conseguirem comprar o fármaco.
Hiperactivas ou apenas indisciplinadas?
Uma das dificuldades com que os pais e educadores se deparam frequentemente é como saber se toda aquela actividade excessiva é normal nas crianças ou se já está a passar dos limites. Para determinar se uma criança sofre de SDAH existem critérios. Mas, atenção, devem coexistir pelo menos seis em cada nove destes sinais para que se diagnostique a doença.
Sintomas de inatenção:
1. Não dá atenção aos detalhes ou comete erros por descuido.
2. Dificuldade em manter a atenção durante tarefas ou jogos.
3. Parece não escutar.
4. Não segue as instruções e não termina as tarefas.
5. Dificuldade em organizar tarefas e actividades.
6. Evita ou não gosta de iniciar tarefas que requeiram atenção.
7. Perde facilmente o material.
8. Distrai-se facilmente com estímulos externos.
9. Esquece-se com facilidade das tarefas diárias.
Sintomas de hiperactividade e impulsividade:
1. Mexe permanentemente os pés.
2. Não se mantém sentado quando deve.
3. Corre e trepa de forma excessiva em situações inapropriadas.
4. Dificuldade em se envolver em actividades de forma calma.
5. Parece ligado à electricidade e está sempre pronto a mudar.
6. Fala excessivamente.
7. Responde antes da pergunta ser completada.
8. Dificuldade em esperar pela sua vez.
9. Interrompe e intromete-se com os outros.
texto de Sandra Guerreiro A responsabilidade editorial e científica desta informação é da
Jasfarma Comunicação.





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