sábado, 24 de fevereiro de 2007



Jogos

Corrida de Centopeia

Dado o sinal para começar, todas as equipas devem estar formadas, por exemplo em grupos de 5 crianças;

Cada equipa deve formar uma “fila estando cada criança com as mãos na cintura do colega da frente;

Devem ir em direcção à linha de chegada, sem a fila ter sido desfeita;

Caso a corrente se quebre (se uma das crianças soltar o colega da frente), a equipa deve regressar ao lugar de partida e recomeçar o trajecto.

Vencerá a equipa que chegar primeiro à linha de chegada sem sair da fila.

Corrida com Jornais

Cada criança deve estar com duas folhas de jornal nas mãos;

Ao sinal de início, devem colocar no chão, à sua frente, uma das folhas de jornal, e pisá-la;

Depois colocar a outra, dar um passo à frente pisando sobre ela, e apanhar a que ficou atrás, para tornar a colocá-la no chão, à sua frente e pisar sobre ela e apanhar a que ficou atrás;Farão a troca de jornal até atingir à linha de chegada.

Vencerá quem chegar primeiro sem rasgar o jornal.



Era uma vez, um gato Maltês

Com as crianças de pé, numa roda, o educador pede que se ponha a circular a frase:" Era uma vez um gato maltês;tocava piano e falava francês", dizendo cada criança, na sua vez, uma só palavra da frase. Isto é. a primeira criança diz "Era", a segunda "uma", a terceira "vez", e assim sucessivamente, recomeçando a frase tantas vezes quantas necessárias.

VARIANTES

a) Mantendo a estrutura verbal do jogo anterior, cada criança tem agora de pôr-se de cócoras, quando diz a palavra. Quando voltar a jogar, põe-se, de novo, em pé...

b) Quando joga, a criança, em vez de acocorar-se e manter-se nessa posição, desce e sobe num movimento contínuo, único.

c) Tornando o jogo muito mais difícil, desta vez o jogador que se baixa, não é o que fala, mas aquele que o precede na roda, isto é, o que falou anteriormente.


retirado da net


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007




As coisas mais belas da vida não podem ser vistas ou tocadas. Elas precisam ser sentidas com o coração.

Hellen Keller

sábado, 17 de fevereiro de 2007



Você tem medo do quê?

Medo de fantasmas, de bruxas, do escuro. São esses, entre outros medos e pavores, que surgem na imaginação das crianças e que fazem com que suas noites se tornem um pesadelo. Mas tais medos são normais na fase infantil, pois a criança possui uma imaginação muito forte que faz com que tudo que aprenda ou descubra torne-se real.

Os primeiros sinais de sustos e medos começam por volta dos 7 ou 8 meses, quando os bebês costumam estranhar ambientes e pessoas com as quais não estão acostumados. Já com 2 anos é comum a criança ter medo de ser abandonada pelos pais.

Mas é a partir dos 3 anos de idade, quando sua imaginação está a todo vapor, que aparecem os medos mais intensos e abstratos, como do escuro, de bruxas, fantasmas, monstros e bichos papões. Como resultado do pensamento mágico típico desta idade, todos os tipos de medos tornam-se reais e lógicos na mente da criança.

Freqüentemente os pais ficam confusos e não sabem como lidar com esta situação. Uma boa maneira de auxiliar a criança a vencer seu medo consiste em fazê-la participar da procura de métodos práticos de lidar com a experiência assustadora.

Às vezes, o simples fato de manter acesa uma luz fraca no quarto durante a noite é suficiente para assegurá-la de que não há monstros espreitando no escuro. Outra forma consiste em mostrar o objeto que traz medo à criança numa situação em que ela sinta-se segura. Este tipo de exposição a um modelo, ou seja, a demonstração de que outros não têm medo, pode ser um método efetivo.

A cumplicidade também é um método eficaz: os pais podem ajudar seus filhotes contando que também tinham medos quando eram pequenos. E até mesmo reconhecer que ainda hoje tem alguns medos.

O medo faz parte da vida da criança, embora ela ainda não tenha condições emocionais para enfrentá-lo. Por esta razão, todos os medos de seu filho, alguns absurdos, outros nem tanto, merecem o maior respeito. De nada adianta o adulto fingir que não notou. E nem insistir em dizer que não tem bicho nenhum atrás da cortina ou que fantasmas não existem.

Conversar com a criança sobre o assunto, levá-la a revelar - no meio de uma historinha, por exemplo - o que a deixa assustada, isto sim, pode ajudar bastante. O simples fato de poder compartilhar com alguém querido qualquer experiência vivida traz alívio aos pequeninos. Deixe a criança falar, dividir o peso de suas angústias. Afinal, até os bebês, algumas vezes, se sentem amedrontados, tensos ou angustiados.

Rafaela Rosas

retirado daqui

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007



História de São Valentim

Existem várias teorias relativas à origem de São Valentim e à forma como este mártir romano se tornou o patrono dos apaixonados. Uma das histórias retrata o São Valentim como um simples mártir que, em meados do séc. III d.C., havia recusado abdicar da fé cristã que professava. Outra defende que, na mesma altura, o Imperador Romano Claudius II teria proibido os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas frentes de batalha. Um sacerdote da época, de nome Valentim, teria violado este decreto imperial e realizava casamentos em sigilo absoluto. Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado e condenado à morte. Ambas as teorias apresentam factores em comum, o que nos leva a acreditar neles: São Valentim fora um sacerdote cristão e um mártir que teria sido morto a 14 de Fevereiro de 269 d.C.

Quanto à data, algumas pessoas acreditam que se comemora neste dia por ter sido a data da morte de São Valentim. No entanto, outros reivindicam que a Igreja Católica pode ter decidido celebrar a ocasião nesta data como uma forma de cristianizar as celebrações pagãs da Lupercalia. Isto porque, na Antiga Roma, Fevereiro era o mês oficial do início da Primavera e era considerado um tempo de purificação. O dia 14 de Fevereiro era o dia dedicado à Deusa Juno que, para além de rainha de todos os Deuses, era também, para os romanos, a Deusa das mulheres e do casamento. No dia seguinte, 15 de Fevereiro, iniciava-se assim a Lupercalia que celebrava o amor e a juventude. No decorrer desta festa, sorteavam-se os nomes dos apaixonados que teriam de ficar juntos enquanto durasse o festival. Muitas vezes, estes casais apaixonavam-se e casavam. No entanto, e como aconteceu com muitas outras festas pagãs, também a Lupercalia foi um 'alvo a abater' pelo cristianismo primitivo. Numa tentativa de fazer uma transição entre paganismo e cristianismo, os primeiros cristãos substituíram os nomes dos enamorados dos jogos da Lupercalia por nomes de santos e mártires. Assim, conciliavam as festividades com a religião que professavam, aumentando a aceitabilidade por parte dos Romanos. São Valentim não foi excepção e, como tinha sido morto a 14 de Fevereiro, nada melhor para fazer uma adaptação da Lupercalia ao cristianismo, tornando-o como o patrono dos enamorados.

Tradições do Dia de São Valentim

Muitas são as tradições associadas ao dia de São Valentim, variando de país para país.

Por exemplo, nas Ilhas Britânicas na altura dos Celtas, as crianças costumavam vestir-se de adultos e cantavam de porta em porta, celebrando o amor; no actual País de Gales, os apaixonados trocavam entre si prendas como colheres de madeira com corações gravados, chaves e fechaduras, o que significava «Só tu tens a chave do meu coração».
Já na Idade Média, em França e na actual Inglaterra, no dia 14 de Fevereiro, os jovens sorteavam os nomes dos seus pares e estes eram cosidos nas mangas durante uma semana. Se alguém trouxesse um coração costurado na camisola, isso significava que essa pessoa estava apaixonada.
Ao longo dos tempos, as tradições de São Valentim foram adquirindo um grau de complexidade cada vez maior. A cada ano que passava, foram-se criando novas tradições, lendas e brincadeiras, como é o caso das mensagens apaixonadas.
A tradicional troca de cartões, cartas e bilhetes apaixonados no dia 14 de Fevereiro teve origem na altura da própria lenda de São Valentim, quando este teria deixado um bilhete à filha do seu carcereiro. No entanto, não há qualquer facto que comprove esta lenda.
Porém, é certo que, no século XV, Charles, o jovem duque de Orleães, terá sido o primeiro a utilizar cartões de São Valentim. Isto porque, enquanto esteve aprisionado na Tower of London, após a batalha de Agincourt em 1945, terá enviado, por altura do São Valentim, vários poemas e bilhetes de amor à sua mulher que se encontrava em França.
Durante o século XVII sabe-se que era costume os enamorados escreverem poemas originais, ou não, em pequenos cartões que enviavam às pessoas por quem estavam apaixonados. Mas, foi a partir de 1840, na Inglaterra vitoriana, que as mensagens de São Valentim passaram a ser uniformizadas. Os cartões passaram a ser enfeitados com fitas de tecido e papel especial e continham escritos que ainda hoje nos são familiares, como é o caso de «would you be my Valentine».

Nos dias de hoje, é entre os mais novos que estas mensagens de São Valentim são mais populares, sendo uma forma de expressarem as suas paixões.



Dia de S.Valentim





Contar Histórias– Uma Linguagem de Afeto

Laerte Vargas


O processo de formação de um leitor começa bem antes dele aprender a decodificar a leitura a partir do texto escrito. O início deste caminho e a sedução para o mesmo se dão ainda no berço, através dos acalantos e parlendas e, claro, da ambiência de afeto que este momento propicia.
A partir das cantigas de ninar, a criança vai criando ferramentas para se tornar leitor e identificar a espinha dorsal de uma narrativa.


No entanto, é errada a idéia que comumente se tem de que contar histórias é privilégio dos pequenos. O ofício de contador tem me mostrado que contar e ouvir histórias é uma arte sem idade, o que confirma a máxima popular que diz que “de uma boa história ninguém escapa”.



As histórias não só ensinam como também nos convidam a olhar para dentro, pois apresentam os percalços e deleites que a vida nos reserva. Algumas linhas de psicologia, inclusive, defendem a idéia de que crianças que ouvem histórias na infância se tornam adultos mais seguros e profissionais bem sucedidos. Isso porque o texto ouvido na infância fica ecoando em nossa memória afetiva e serve de alicerce para o processo de individuação; internalizamos a idéia de que a vida não é exclusivamente um mar de rosas e que temos muitos dragões e bruxas a vencer nesta trajetória de crescimento.



Mas, afinal, o que conta o conto?


As histórias populares mostram sempre, num primeiro plano, um personagem sendo compelido a um processo de transformação: ele é expulso de casa ou tem que fugir; enfim, sair do âmbito familiar para cumprir uma tarefa essencial para sua sobrevivência ou de um ente querido. Muitos contos iniciam mostrando a morte da mãe “perfeita demais” para que possa dar lugar a um indivíduo único e inimitável. A partir disso, ele se confrontará com impasses morais, terá que discernir o bem do mal, atravessar florestas escuras ( seus medos ) para fazer jus ao “ser feliz”.

Na verdade, são questões que não fazem parte unicamente do repertório infantil e, sim, norteadores para uma vida com mais qualidade e expressão.



As histórias nos acordam dos nossos encantamentos, abrem espaço para outros e se tornam fiéis parceiras em nossos processos de transformação.

“Mas, já temos tudo pronto... A televisão não é o mais prático contador de histórias?”, perguntarão alguns. Sem dúvida, a televisão hoje em dia é uma janela para o mundo. Mas, quanta poluição entra quando resolvemos abrir a janela de nossa casa?

Simplesmente apertamos um botão, selecionamos um canal e não nos preocupamos (e nem temos tempo) para filtrar o que é servido às nossas crianças... E quanto da capacidade imaginativa cerceamos quando damos as imagens já prontas e num ritmo industrial que nunca conseguirá suprir a afetividade que o contar histórias proporciona! Cada ouvinte imaginará a história do seu jeito, ele mesmo será o pintor desta tela e elegerá as cores que usará.



E, o melhor de tudo, terá os olhos do contador como porto seguro para sua viagem.

Tudo isso faz do contar histórias uma linguagem única e que pode ser desenvolvida por qualquer um que tenha no coração um ninho aconchegante para recebê-las e compartilhá-las.



Laerte Vargas é contador de histórias, pesquisador, fundador do Confabulando - Contadores de Histórias, Dinamizador de Oficinas de contadores de histórias



Site:
http://www.contadoresdehistorias.pro.br/
Email: spaco@easynet.com.br

sábado, 3 de fevereiro de 2007





Não corra atrás das borboletas;
plante uma flor em seu jardim
e todas as borboletas virão até ela.

(D. Elhers)


Ser Educador:

  • É responder a diversas solicitações tendo sempre presente a necessidade de desenvolver atitudes pedagógicas adequadas, diversificadas face à diferença e individualidade do ser humano;
  • É promover o conhecimento e a reflexão sobre a Educação e o Sistema Educativo do qual fazemos parte, tendo como parceiros os elementos de uma comunidade educativa alargada;
  • É escutar as ansiedades, os receios, e as preocupações legítimas dos pais;
  • É procurar dar respostas sociais às necessidades das crianças respeitando e responsabilizando o domínio e a esfera de actuação da família;
  • É facilitar e promover de forma adequada o acesso à escolarização, o direito à informação, o exercício da autonomia, cidadania e a verdadeira igualdade de oportunidades;
  • É promover um espaço de partilha entre agentes educativos no qual se valorizem saberes e experiências;
  • É respeitar a individualidade de cada criança nos seus sentimentos, assegurando-lhes que são compreendidas e respeitadas, assumindo o profissional de educação o papel de agente facilitador, o que exige por sua vez, uma reflexão sobre o tipo de resposta que se dá às crianças em função da sua personalidade, do seu passado educativo e dos projectos pedagógicos;
  • É um desafio permanente ao desenvolvimento pessoal e profissional de cada um de nós;
  • É exercer uma acção educativa/pedagógica que se alimenta também de palavras, atitudes e acções de encorajamento em que a troca de experiências potencia o processo de autoformação;


PALAVRAS -CHAVE PARA A

EDUCAÇÃO DE INFÂNCIA DE QUALIDADE
:


- Sensibilidade e envolvimento para as competências pessoais;

-Reflexão e partilha para as competências profissionais;


2004, Cadernos de Educação de Infância, nº70

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

terça-feira, 30 de janeiro de 2007


As crianças não sabem
avaliar o perigo.
Saiba como protegê-las
dos perigos
presentes em todas as casas

Recomendações


Objectos perigosos

As crianças pequenas não têm capacidade para avaliar o perigo,
pelo que qualquer objecto que encontram em casa pode transformar-se
num brinquedo muito interessante.


Botões, tampas e rolhas de garrafas, moedas, pregos pequenos,
parafusos e até brinquedos com peças demasiado pequenas são uma
atracçãoirresistível para crianças até aos três anos, que gostam de levar
tudo à boca.Mas consistem um grande perigo, pois as crianças podem
engasgar-se e até sufocar.



Causas dos acidentes

Sabia, por exemplo, que as quedas são a principal causa
de acidentes domésticos com crianças?
Seguem-se os cortes, as queimaduras e as intoxicações.


Atitudes que podem salvar

Não se limite a proibir as crianças de fazerem isto ou aquilo;
deve procurar ensiná-las e alertá-las para os riscos que certos actos
envolvem,para que elas possam desenvolver a noção do que é o perigo
e do que são comportamentos perigosos. Mesmo quando as crianças são
pequenas e a explicação requer muita paciência.

E, sobretudo, dê o exemplo: as crianças imitam os adultos.

Sempre que necessário, explique à criança porque é que as suas acções
lhe são permitidas a si e a ela não, apontando razões de idade, capacidade,
responsabilidade, segurança, etc.


Cuidados com medicamentos


*Todos os medicamentos devem ser guardados fora do alcance das crianças,
em lugares altos e, de preferência, em armários ou caixas bem fechadas;

*Não tome, nem dê medicamentos sem prescrição ou orientação médica;

*Não deixe os seus medicamentos ao alcance das crianças e, de preferência,
não os tome à frente delas, pois estas tendem a imitá-lo;

*Não use remédios cujo prazo de validade já expirou ou cujas embalagens
estão deterioradas. Junte-os e entregue-os na farmácia mais próxima.



Cuidados com escadas


*As escadas devem ter um corrimão de apoio e o piso não
deve ser liso (escorregadio);

*Se tem crianças pequenas, principalmente se estão na fase de gatinhar
ou a começar a andar, coloque protecções e barreiras (portões) em todos
os acessos da casa às escadas;

*Não se esqueça de fechar as protecções e barreiras dos acessos às escadas
depois de passar. Um portão mal fechado é como se não existisse.


Cuidados com janelas e varandas


* Coloque grades ou redes de protecção em todas as janelas e varandas.
São as únicas formas de evitar acidentes graves em apartamentos.
Uma porta ou uma janela aberta representam um grande perigo.
Há muitas quedas de crianças em consequência de janelas e portas abertas.


Cuidados com piscinas, lagos, lagoas e até na praia


*Nunca deixe a criança sozinha perto de uma piscina,
mesmo que esta seja própria para ela;

*Nunca deixe uma criança sozinha na piscina, seja em que circunstância for.
Muitos afogamentos de crianças até aos 4 anos ocorrem porque os adultos se
ausentam por “um minuto”, para atender o telefone, ir buscar o lanche, etc.

*Esteja atento às brincadeiras das crianças na água;

*Coloque braçadeiras ou coletes às crianças que não sabem nadar,
mesmo quando elas estão a brincar ao pé da piscina. Se escorregarem e
caírem para dentro da água estarão mais protegidas;

*Se tem piscina em casa, coloque uma vedação ou tela de protecção à volta,
de forma a impedir que a criança tenha acesso à água.


Cuidados na cozinha

*Não deixe crianças sozinhas na cozinha;

*Guarde facas e objectos cortantes em locais pouco acessíveis;

*Não deixe tachos e panelas ao lume sem ninguém na cozinha;

*Não deixe os bicos do fogão ligados quando acaba de cozinhar;

*Vire os cabos das frigideiras para o interior do fogão, para evitar que as
crianças tentem pegar-lhes;

*Pode remover os botões do fogão quando este não estiver em uso;

*Guarde bem os fósforos, pois as crianças não têm medo do fogo e certas
brincadeiras podem provocar incêndios;

*Torradeiras, bules, garrafas térmicas e outros equipamentos devem ser
mantidos fora do alcance das crianças;

*Cuidado ao utilizar panelas de pressão. Cumpra sempre as indicações
do fabricante;

*Tenha cuidado na utilização do gás no fogão. Acenda o fósforo antes de abrir
o gás. Se o seu fogão tiver acendedor eléctrico, acenda primeiro o gás, no mínimo,
e só então accione o acendedor;

*Quando acender o forno, coloque-se de lado e não em frente do fogão;

*Use apenas toalhas, aventais e panos de tecidos naturais.
Evite usar roupa de tecidos sintéticos e aventais de plástico quando está a cozinhar;

*Na utilização do microondas não cubra alimentos com papéis metalizados nem
coloque, no seu interior, louças com decoração prateada ou dourados (causam faíscas).

Cuidados com produtos de limpeza e outros produtos tóxicos

*Seja na cozinha, dispensa ou em qualquer outra divisão da casa ou no jardim,
guarde estes produtos em locais inacessíveis a crianças e a animais;

*Há fechos e protectores (inclusive cadeados) que impedem a abertura de
armários e gavetas da cozinha ou de outros locais.

*São produtos tóxicos, muitas vezes até inflamáveis, e a sua ingestão ou
inalação pode ter consequências graves ou até fatais.



Cuidados com electricidade e tomadas


*Se possível, todas as tomadas devem ter ligação terra;

*Instale protectores adequados em todas as tomadas da casa,
para evitar choques eléctricos;

*Esteja sempre alerta, pois uma tomada tem uma atracção especial para as
crianças que estão na fase de gatinhar ou até um pouco mais crescidas,
parecendo os locais ideais para tentarem enfiar os dedos e os
mais variados objectos.

*Cuidados com objectos pontiagudos ou cortantes

* Facas, tesouras, chaves-de-fendas e outros objectos perfuradores
nunca devem ser dados às crianças para elas brincarem.
Mantenha esses objectos em locais fechados e a que a criança não tenha acesso.


Cuidados com a tábua e o ferro de engomar

*Nunca deixe o ferro ligado com o fio desenrolado e ao alcance das crianças.
Além da alta temperatura, é perigoso pelo seu peso e pela ligação à electricidade;

*Evite o uso de tábuas de passar roupa que possam ser puxadas para baixo.

Cuidados com armas


*Não tenha armas em casa. Se tiver, arrume-as ou guarde-as longe
do alcance das crianças;

*Nunca tenha as armas carregadas em casa;

*Nunca deixe as munições junto à arma. Guarde-as em local seguro
e inacessível às crianças.

Outros riscos


*Nunca deixe bebidas alcoólicas ao alcance de crianças;

*Procure ajuda médica, se o seu filho engolir uma substância não alimentar;

*Anote os números dos telefones do seu pediatra, do hospital, dos centros de
envenenamento e de outros centros de ajuda em local bem visível (por exemplo,
ao pé do telefone);

*Leia atentamente os rótulos das embalagens antes de usar qualquer produto;

*Ensine as crianças a não aceitarem bebidas, comida, doces que lhes sejam
oferecidos por adultos que não conhecem;

*Não deixe que crianças com idade inferior a 10 anos andem sozinhas
de elevador.

Prevenir acidentes domésticos envolvendo bebés


Cuidados com potenciais quedas

*Nunca deixe o bebé ou a criança sozinha em cima de uma cama, bancada
ou móvel onde muda as fraldas e a roupa;

*Tenha as fraldas, as toalhinhas de limpeza e os cremes necessários sempre
à mão;

*Prepare as roupas que lhe vai vestir com antecedência e tenha-as à mão na
altura em que vai vestir a criança.


Cuidados com camas de grades


*Use cama de grades, pois evitam que o bebé ou a criança caia da cama;

*Assegure-se de que os espaços entre as barras do berço são adequados.
Normalmente as grades são adaptáveis em altura, para facilitar o colocar e
tirar a criança da cama;

*Não se esqueça de verificar se a grade está bem colocada depois de pôr
a criança na cama;

*Tome cuidado quando a criança começar a mostrar movimentos de sentar,
gatinhar ou ficar de pé; está na altura de adequar a grade, se for o caso, às suas
novas capacidades;

*Verifique se o estrado está bem seguro e que o colchão é adequado;

*Não deixe brinquedos dentro do berço ou da cama do bebé.

Cuidados com o banho

*Nunca deixe o seu filho sozinho na banheira, seja qual for a circunstância.
Mesmo com água rasa é perigoso. Uns segundos bastam para que se afogue;

*Verifique a temperatura da água com um termómetro ou com o seu cotovelo,
para evitar queimar a criança se a água estiver demasiado quente;

*Use tapetes ou formas antiderrapantes na banheira.

Cuidados com brinquedos


*Os brinquedos devem ser suficientemente grandes para não poderem
ser engolidos e suficientemente resistentes para não lascarem ou partirem;

*Verifique os rótulos e etiquetas dos brinquedos para saber quais os materiais
de que são feitos, evitando, por exemplo, o risco de alergias;

*Os brinquedos não devem ter arestas ou ser pontiagudos;

*Compre brinquedos adequados à idade da criança e verifique se os oferecidos
também são apropriados.


Outros riscos

*Sacos plásticos, fios de telefone soltos, almofadas e travesseiros altos e fofos
podem asfixiar ou estrangular;

*Não permita que a criança mastigue pastilhas elásticas ou coma rebuçados;

*Não ponha cordões à volta do pescoço da criança para segurar as chupetas;

*Não permita que a criança brinque com objectos pequenos que possa engolir;

*Não beba líquidos quentes com o seu filho no colo. Mantenha os líquidos quentes
(café, chá, etc.) fora do alcance dele;

*Proteja os cantos das mesas e de outros móveis que possam significar perigo para
o bebé.

Para saber mais, consulte o site da Associação para a Promoção da Segurança Infantil.

Data de publicação 30.10.2005




Pequenos e terríveis

Um significativ
o número de crianças sofre da Síndroma de Défice de Atenção e Hiperactividade, o que em termos mais simples significa que não se conseguem concentrar nem estar sossegadas um só minuto que seja e que põem os «nervos em franja» a pais e professores. A situação torna-se preocupante quando estas crianças começam a frequentar a escola e o seu comportamento pode comprometer o desempenho escolar. Existem pais e professores que andam completamente desesperados com o comportamento dos filhos e dos alunos.

São crianças que não conseguem estar paradas, dão respostas antes das perguntas terem sido concluídas, são completamente distraídas e distraem os colegas nas salas de aula, correm e sobem para cima de tudo, vivendo verdadeiras situações de risco. Em resumo, parece que foram ligados à corrente e nunca mais se lhes acaba a energia.

Vencidos pelo cansaço e sem saber como controlar os impulsos dos seus filhos, os pais recorrem à ajuda do pediatra, que lhes explica que as crianças sofrem da Síndroma de Défice de Atenção e Hiperactividade (SDAH), uma perturbação neurocomportamental frequente na infância.

Basta referir que até 20% das crianças em idade escolar podem ser afectadas por esta patologia, que tem especial incidência nos rapazes. A causa ainda não é conhecida, mas há a hipótese de haver uma base genética que determine a ocorrência da doença, como referem os especialistas do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico de Coimbra (CDC/HPC) no documento «A criança doente hiperactiva».

Existe uma grande dificuldade em conseguir distinguir entre o comportamento normal de uma criança e o daquela que tem SDAH, pois o diagnóstico é feito apenas com base em critérios comportamentais, porque não existe qualquer exame físico ou laboratorial que possa confirmar a doença. Sabe-se, no entanto, que é fundamental que os sintomas persistam por mais de seis meses e se tenham iniciado antes dos sete anos para se concluir a presença do SDAH.

Desatentos, hiperactivos e impulsivos

A falta de atenção, a hiperactividade e a impulsividade são três comportamentos característicos de quem sofre de SDAH. Estas crianças têm dificuldade em manter a atenção por períodos muito prolongados, parecem andar com a «cabeça nas nuvens», distraem-se com facilidade e evitam as tarefas que necessitem de grande concentração.

A hiperactividade surge muitas vezes aliada a um comportamento impulsivo, o que leva a atitudes descontroladas: as crianças respondem a perguntas que não foram concluídas, não conseguem aguardar pela sua vez, interrompem os colegas e têm dificuldade em permanecer sentados.

Os educadores de infância e os professores deparam-se com grandes dificuldades quando têm uma criança hiperactiva na sua sala de aula. Além de distrair os colegas, o aluno hiperactivo está permanentemente desatento, o que dificulta a sua aprendizagem.

«Não há qualquer razão para que todas as crianças tenham que ter as mesmas tarefas ou a mesma abordagem pedagógica, desde que tenha lugar o ensino dos mesmos conceitos e ou princípios», alerta o Dr. José Eduardo Boavida, pediatra do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico de Coimbra, que deixa algumas dicas que podem facilitar a vida a alunos e professores durante as aulas.

Sentar o aluno próximo do professor e inseri-lo numa turma reduzida pode ser uma das primeiras medidas a tomar, depois há que ter em conta que estas crianças sofrem de um défice de atenção, por isso devem ter um apoio individualizado, e as actividades devem ser feitas de acordo com a própria capacidade de concentração do aluno.

Estimular para tratar

Quando os pais ou os professores perdem por completo a paciência, a tendência pode ser a de castigar os pequenos terríveis, o que não soluciona, e pode mesmo agravar, a situação.

«Antes de mais, é fundamental que todos vejam esta síndroma como um problema comportamental e de saúde da criança e não como um problema disciplinar», referem os especialistas do CDC/HPC.
Os pais e docentes devem assumir «uma atitude positiva, tentando valorizar e reforçar comportamentos adequados, evitando a crítica frequente e situações que levem previsivelmente ao insucesso», explicam os médicos do CDC/HP, o que às vezes não é fácil.

Os medicamentos podem ajudar estes pequenos doentes a ter uma vida menos agitada. Ao contrário do que se possa pensar, não é com calmantes que se modifica o comportamento destas crianças, mas com estimulantes, psicoestimulantes.
Estes fármacos são eficazes na melhoria da atenção, o que tem consequências positivas ao nível do desempenho escolar e trazem benefícios na redução da hiperactividade e impulsividade.

Estes psicoestimulantes só estão disponíveis em meio hospitalar, logo o seu acesso está condicionado através do seguimento da criança em consulta especializada. Apesar da ajuda que dão a quem convive com estas crianças, estes medicamentos devem ser utilizados de forma descontínua e as férias, os fins de semana e os feriados são as alturas ideais para «descansar» desta terapêutica. Para os pais e professores estas substâncias fazem verdadeiros milagres na alteração dos comportamentos das crianças. José Eduardo Boavida refere casos em que os pais desesperam quando o medicamento esgota nos hospitais portugueses. Há situações em que vão mesmo até Espanha para conseguirem comprar o fármaco.

Hiperactivas ou apenas indisciplinadas?

Uma das dificuldades com que os pais e educadores se deparam frequentemente é como saber se toda aquela actividade excessiva é normal nas crianças ou se já está a passar dos limites. Para determinar se uma criança sofre de SDAH existem critérios. Mas, atenção, devem coexistir pelo menos seis em cada nove destes sinais para que se diagnostique a doença.

Sintomas de inatenção:

1. Não dá atenção aos detalhes ou comete erros por descuido.
2. Dificuldade em manter a atenção durante tarefas ou jogos.
3. Parece não escutar.
4. Não segue as instruções e não termina as tarefas.
5. Dificuldade em organizar tarefas e actividades.
6. Evita ou não gosta de iniciar tarefas que requeiram atenção.
7. Perde facilmente o material.
8. Distrai-se facilmente com estímulos externos.
9. Esquece-se com facilidade das tarefas diárias.

Sintomas de hiperactividade e impulsividade:

1. Mexe permanentemente os pés.
2. Não se mantém sentado quando deve.
3. Corre e trepa de forma excessiva em situações inapropriadas.
4. Dificuldade em se envolver em actividades de forma calma.
5. Parece ligado à electricidade e está sempre pronto a mudar.
6. Fala excessivamente.
7. Responde antes da pergunta ser completada.
8. Dificuldade em esperar pela sua vez.
9. Interrompe e intromete-se com os outros.


texto de Sandra Guerreiro A responsabilidade editorial e científica desta informação é da
Jasfarma Comunicação.

sábado, 27 de janeiro de 2007

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007



"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem
momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis
e pessoas incomparáveis."
FERNANDO PESSOA

sábado, 20 de janeiro de 2007

Novos elementos na Sala da Alegria!




Mé...Mé...Mé! Pois é...estas ovelhinhas têm sido o delírio da Sala...desde Dezembro! Festinhas, coceguinhas, puxões...e claro está...como não poderia faltar...grandes conversas e diálogos!
São super, super quentinhas e fofinhas...Mas, ainda não têm nome...Decidi que irão ser vocês a terem a honra de baptizá-las, he!he! Espero (ansiosa) pelas vossas sugestões!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007



A Sara do blog O Meu Mundo Mágico lançou-me um desafio:


"Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue".


Tenho a Mania de...

1- Comprar muitos livros
2- Coleccionar as receitas do Modelo

3- Andar sempre a mudar de shampô e gel de banho

4- Guardar sacos e saquinhos....

5- Nunca sair de casa sem me ver ao espelho e pôr perfume


Lanço o desafio a:

- A Nitinha: http://mundoencantadodanitinha.blogspot.com/

- Tarina: http://mia-gato-miau.blogspot.com/

- Sara: http://sitiodasara.blogspot.com/

domingo, 14 de janeiro de 2007

Eu e a colega Sara, do Blog Educação de Infância
estamos a frequentar a Oficina do
Movimento da Escola Moderna.
Esta Oficina, para além de contribuir
para uma reflexão partilhada entre todas as colegas educadoras,
das suas práticas, ideias e dificuldades,
tem ajudado a informar e a esclarecer,
através das suas estruturas de autoformação cooperada,
o que é o MEM,qual a sua pedagogia,
valores que defende, como está organizado, etc...


Na última sessão visitámos a Sala da Educadora Ana Reis, de modo a observarmos e reflectirmos sobre a forma de organização da sala segundo o modelo e nos projectos desenvolvidos pelas crianças. Parabéns Ana e crianças, pelo vosso excelente trabalho!
Aqui ficam algumas imagens (só um cheirinho) do que pudemos ver nesse dia!
















Movimento da Escola Moderna


O Modelo do Movimento da Escola Moderna
assenta em três subsistemas integrados de organização
do trabalho de aprendizagem

Fig. 1. Sistema de organização cooperada

Estruturas de cooperação

O processo de cooperação educativa tem-se revelado como a melhor estrutura social para aquisição de competências. Na aprendizagem cooperativa o sucesso de um aluno contribui para o sucesso do conjunto dos membros do grupo. A cooperação educativa, o trabalho a pares ou em pequenos grupos para atingirem o mesmo fim contraria a tradição individualista e competitiva da escola. Pressupõe que cada um dos membros do grupo só pode atingir o seu objectivo se cada um dos outros o tiver atingido também.

Circuitos de Comunicação

Estabelecem-se circuitos múltiplos de comunicação que estimulam o desenvolvimento de formas variadas de representação e de construção interactiva de conhecimento.

Esta matriz comunicativa é radicada por circuitos de comunicação das aprendizagens e de fruição dos produtos culturais, para que todos possam aceder à informação de que cada um dispõe e aos seus produtos de estudo e de criatividade artística e intelectual.

As trocas sistemáticas concretizam a dimensão social das aprendizagens e o sentido solidário da construção cultural dos saberes e das competências instrumentais que os expressam (a escrita, o desenho, o cálculo).

Participação democrática directa

As atitudes, os valores e as competências sociais e éticas que a democracia integra constroem-se, enquanto alunos e professores, em cooperação, vão experienciando e desenvolvendo a própria democracia na escola. Esta relação democrática pressupõe a gestão cooperada do currículo escolar – o que compreende o planeamento e a avaliação como operações formativas de todo o processo de aprendizagem. A circulação e a utilização da informação e da cultura têm de ser democráticas, dando sentido social a todo o saber.

A democracia é a estrutura de organização que se firma no respeito mutuamente cultivado, a partir da afirmação das diferenças individuais reconhecendo o outro como semelhante. Esta postura de diálogo é o instrumento fundamental de construção de projectos comuns e diferenciados.

Trata-se de gerir colegialmente, em conselho de cooperação educativa, tudo o que à turma diz respeito. O cimento da organização formadora é a ética – o esforço obstinado de tornar congruente a utilização dos meios e dos modelos organizativos da educação com os seus fins democráticos.

retirado daqui