Um blog para partilhar, comentar,informar...sempre com muita alegria! Bem-vindos ao Mundo Encantado das Crianças!
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
As Depressões nas Crianças
Confusa, triste e um pouco medrosa, a criança não consegue demonstrar por via das palavras o que a aflige ou que lhe provoca tamanha desilusão. Muito dificilmente conseguirá obter do seu filho uma palavra de mágoa ou de solidão, pois normalmente essa angústia expressa-se através de comportamentos estranhos e duvidosos em casa ou na escola. Gritos ou berrarias incompreensíveis, podem ser um grave indício que algo não está a correr bem no universo infantil do seu filho.
As pessoas nem sempre o conseguem compreender e julgam tratar-se de mais uma birra, do que algum sintoma de perturbação psicológica ou de incómodo relativamente a algo. Enquanto as crianças demonstrarem pequenos sinais, não estamos muito mal. O pior é quando a criança se fecha no seu mundo e guarda tudo para si, sem exprimir o mínimo sintoma que seja. Os pais julgam tratar-se apenas de timidez, quando às vezes este confuso silêncio significa muito mais do que isso.
Os pais ou professores não fazem ideia do que se passa com a criança e, mais tarde quando atingirem a idade adulta, esses momentos de solidão, angústia ou medo terão a sua aparição de uma forma bem mais complexa e prejudicial. Quando se fala de depressão infantil, esta pode ser motivada por um conjunto de situações ligadas ao mundo da criança ou mesmo acontecimentos exteriores que a marquem profundamente. A relação dos pais complicada e o ambiente familiar tem graves influências no estado psicológico da criança, que no futuro podem determinar o seu comportamento social e afectivo.
A depressão infantil pode exprimir-se através de um comportamento exageradamente agressivo, ou pela via do silêncio, choro, expressão no rosto demasiadamente entristecido ou um comportamento apático e inexplicavelmente calmo. Porém, deve ter em conta que nem todos os choros são de tristeza e, há que saber fazer a devida distinção. O facto de ter mudado de ambiente escolar ou mesmo da zona de residência, pode dar origem a uma depressão. Se não demonstrar e transmitir carinho ao seu filho, o mais certo é isso motivar uma apatia e tristeza da parte dele, já que se sente isolado e abandonado. As excessivas exigências que os pais fazem para com os filhos, podem originar uma pressão tão forte nas crianças que as mesmas não aguentam e acabam por se entregar ao estado depressivo.
O aparecimento de doenças, como é o caso do sarampo, deixam à sua passagem algumas reacções nas crianças menos saudáveis e depressivas. A perda de energia ligada ao desaparecimento da doença, não se sabe muito bem se provém de características físicas ou ao nível do ambiente, mas a certeza é que elas acontecem por diversas ocasiões.
Em fases de depressão ou de suspeita, o ideal é consultar de imediato o pediatra da criança para que esta seja encaminhada para um psiquiatra infantil. Até se atingir o êxito da doença pode levar alguns anos, mas o fundamental é que a recuperação seja total e até à data, esse êxito tem-se vindo a verificar anos mais tarde. É um trabalho lento mas que favorece em muito a personalidade da criança, ainda que seja necessário um apoio e uma boa dose de comunicação por parte da família.
Psst, Psst...


Amigos, eis mais um site com fotos lindíssimas que descobri...
http://www.olhares.com/
Visitem que vale a pena!!!!Depois quero que me contem as vossas impressões!
E para abrir o apetite...
Sobre a Aprendizagem
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Palavras de alguém que para mim é "Unforgettable" (inesquecível):

Não permita, jamais, que alguém se aproxime de si sem o deixar melhor e mais feliz.
Seja a expressão viva da bondade de Deus; bondade no seu rosto,
bondade nos seus olhos, bondade no seu sorriso,
bondade na sua terna saudação.
MADRE TERESA
sábado, 21 de outubro de 2006


Nothing
When children come home at the end of the day,
The question they're asked as they scurry to play is,
"What did you do at school today ?"
And the answer they give makes you sigh with dismay.
"Nothing, I did nothing today!"
Perhaps nothing means that I played with blocks,
Or counted to ten, or sorted some rocks.
Maybe I painted a picture of red and blue.
Or heard a story of a mouse that flew.
Maybe I watched the fish eat today,
Or went outside on the swings to play.
Maybe today was the first time
That my scissors followed a very straight line.
Maybe I sang a song from beginning to end,
Or played with a special, brand new friend.
When you're in Kindergarten
and your heart has wings,
"Nothing" can mean so many, many things.
O que eu penso…
Achei este texto muito peculiar, pois ele exemplifica aquilo que realmente acontece. Perguntamos a uma criança o que ela fez no Jardim de Infância e ela responde “nada”. Mas, se continuarmos a dialogar com ela, damos por nós a ouvi-la cantar uma música que lá aprendeu, ou a referir o nome de algumas personagens de uma história lá contada…
Este “nada” representa tanto…representa momentos de desenvolvimento, de experimentação, de evolução…Para a criança tudo é simples, instantâneo, tudo acontece de forma natural. Mas cada dia que passa, é um degrau que ela sobe na escada do seu crescimento /desenvolvimento. É o sentir que já é capaz, é o saber fazer melhor, o conseguir sem ajuda.
O Educador orienta, conduz, apoia. E nessa tarefa tão fundamental, exigente, e séria, o educador surge, infelizmente, aos olhos da sociedade, como um “nada”. Esquecem-se que há pequenos nada que são tudo…
E vocês o que pensam sobre isto?
quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Autor: Gibbon , Edward
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
domingo, 15 de outubro de 2006
(Música do "Todos me querem..."; "Já passei a roupa a ferro...")
Vamos fazer uma sopa
Uma sopa saborosa
Com legumes e verduras
Vai ficar deliciosa.
Refrão:
Vamos provar
Vamos fazer
A boa sopa
Que faz crescer
São cenouras e cebolas
As nabiças bem verdinhas
Com batatas e agriões
Hortaliças bem fresquinhas.
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16 de Outubro - DIA DA ALIMENTAÇÃO

| DIFICULDADES ALIMENTARES O relacionamento alimentar está intimamente ligado ao relacionamento com a mãe, desde o nascimento. Não existe maneira mais eficaz de demonstrar raiva ou ressentimento para com a mãe do que recusar sua comida. Em situações emocionalmente desgastantes para a criança ela provavelmente rejeitará ou se tornará exigente com o alimento. |
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domingo, 8 de outubro de 2006



A folha que dança no ar
Que vem cair aos teus pés
Que canta ao teu pisar
E não sabe quem tu és.
A folha que acorda no chão
E procura companhia
A folha que já foi verde
E alegrou o teu dia.
A folha que apanhaste
E colaste num papel
É uma folha de Outono
Que pode ter tantas cores
Como as cores
Do teu pincel.
Ana Cristina Correia, O Livro das 4 Estações
terça-feira, 3 de outubro de 2006

- Dar um passeio com as crianças, explorando as cores, os cheiros, as texturas, o clima. Fazer com que sejam elas, partindo do ambiente que as rodeia, a descreverem o que vêem, sentem e relacionam...
- Elaborar um livro com as crianças, utilizando elementos característicos desta estação do ano: folhas, castanhas, casca das árvores... Pode-se utilizar as cores outonais : o laranja, o castanho, o verde seco, o amarelo e o vermelho. Uma técnica especial: e se fizermos um livro que também tenha cheiro? É só aplicar a técnica de esponja em água aromatizada, com chá, canela, café ou mesmo chocolate...mham, mnham!Os fundos das páginas do livro vão ficar mesmo originais. E já sabem, o que conta é puxar pela imaginação!
- E que tal vestirmo-nos de Sr Outono?Um Sr Outono simpático,vestido com roupas mais quentes, com canções para ensinar, poesias, ou quem sabe...uma história para deixar as crianças deslumbradas...
quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Para saber mais sobre...
através do desenho
Logo que têm idade para segurar num lápis, as crianças começam a desenhar. Mais do que uma brincadeira, os seus desenhos revelam aspectos da sua personalidade, situação familiar e social.
Quando uma criança desenha está a comunicar, está a deixar falar o seu inconsciente. No desenho a criança expõem-se e expõe o modo como interpreta o mundo. Na clínica infantil, explica a psicóloga Manuela Cruz, os desenhos das crianças são fundamentais para a compreensão dos problemas e temores das crianças e ajudam a resolver algumas situações problemáticas. Para a psicologia os desenhos das crianças são uma riquíssima forma de estudar o desenvolvimento emocional e intelectual, a capacidade de percepção e de interpretação. Toda a representação da criança reflecte sobre si mesma e, como tal, os pais têm a tentação de querer analisar os desenhos dos seus filhos. O desenho permite que a criança represente o seu corpo, a sua movimentação no espaço e, sobretudo, que comunique de uma forma diferente da palavra. No entanto, é necessário não esquecer que um desenho só por si não pode revelar tudo. Permite conhecer melhor o seu filho, mas faz parte de um método de análise muito mais vasto, usado pelos especialistas de psicologia infantil, caso contrário, corre-se o risco de tirar conclusões erradas e prematuras.
Um modo de expressão do mundo interior
Observe e demonstre interesse pelos desenhos dos seus filhos. Ao fazê-lo está a aumentar a sua auto-estima. Guarde algumas dessas obras de arte, com a data em que foram executadas, para mais tarde lhe mostrar. Mesmo que não compreenda o seu conteúdo, lembre-se que nenhum risco é feito ao acaso, todos têm um sentido que demonstram a forma de pensar da criança e a sua maneira de interpretar o mundo.
Existem três tipos de desenhos muito reveladores: o desenho da figura humana, o desenho da família e o desenho da casa. Enquanto o seu filho desenha, observe-o. Tome atenção ao local que o desenho ocupa na folha, às cores utilizadas, à ordem pela qual ele expõe os elementos. Repita esta experiência várias vezes e em diferentes dias. Se ele desenhar uma feiticeira, talvez tenha visto um filme sobre esse tema. Se não perceber o que ele desenhou, não desespere e, sobretudo, nunca faça comentários depreciativos. O desenho das crianças também evolui com a idade e não se rege pelos padrões estéticos dos adultos. Uma das características dos desenhos das crianças mais pequenas é a de poderem estar de pernas para o ar, ou a subir. Tal acontece porque as crianças ainda não aprenderam a considerar os limites da folha de papel, não têm pontos de referência nem estão preocupados com as questões da gravidade. Mais tarde, a par do seu desenvolvimento intelectual, vão aprender a usar o limite inferior da folha, como referência, para organizar o desenho e a orientá-lo da esquerda para a direita como aprendem com a escrita. Lembre-se que o desenho também serve para dar asas à imaginação. Pergunte-lhe quem é que ele quis representar e conversem sobre o desenho. Com certeza o seu filho vai ensinar-lhe muitas coisas e estes momentos de interacção e diálogo são muito importantes para o seu filho. O processo de aprendizagem das crianças envolve interacção. Quando tenta desenhar o que observa, imagina a opinião dos que o amam e apreciam o seu trabalho; corresponder a essas expectativas ajuda à aprendizagem e aumenta a auto-estima e a confiança em si próprio. Se gostar e lhe apetecer até podem desenhar em conjunto.
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terça-feira, 26 de setembro de 2006


Pão com doce
Sabe mãe, eu não quero crescer. Quero continuar a achar que a casa é tão grande que posso fazer corridas de triciclo até ficar com a língua de fora, quero puxar sempre um banco para ir buscar o iogurte escondido na prateleira do frigorífico, fazer equilibrismo cada vez que tenho de sair da banheira e pensar que o mundo está cheio de pais, mães, avós, tias e primas todas lindas, com a pele lisa e bem cheirosa que passam o tempo a dar-me beijinhos e presentes.
Eu sei que estou a crescer, os sapatos deixam de me servir de um mês para o outro, as calças roçam-me os calcanhares e as mangas das camisolas encurtam, caem-me dentes todas as semanas e já me disseram lá na escola que agora é que vou ter dentes a sério como as pessoas crescidas, mas eu não acredito, quero os meus dentes de volta para poder mastigar o bife e o pão com doce.
Também me dizem que daqui a um ano e picos me vou sentar numa carteira, vou ter livros e cadernos, vou aprender a ler e a fazer contas, não me importo nada, até acho boa ideia. O pior é que depois vou ter trabalhos de casa e quando acaba a escola eu quero é ir para o escorrega, encher a cara de areia, andar de baloiço até quase dar a volta perto do céu e esconder-me atrás dos troncos das árvores, muito direitinho sem ninguém me ver e quando a mãe chega e se põe à minha procura eu transformo-me no Homem Invisível e depois apareço de repente e voltamos os dois para casa.
A mãe liga a música e cantamos em coro a história daquela sereia que queria ser menina, da baby-sitter que voava pendurada num guarda-chuva, do rapaz pobre que encontrou uma lamparina e descobriu que o melhor amigo dele era um génio, da menina que derreteu o coração de um monstro e fez dele um homem. Ponho o cinto, não vá aparecer um senhor de bigode vestido de azul com um boné a dizer polícia que mande parar o carro e passe um papel branco com letras e números que deixam a mãe mesmo chateada.
No caminho de regresso há muitos risquinhos brancos na auto-estrada e muitos candeeiros ao pé do céu, tantos que a certa altura desisto de os contar e quando está calor posso abrir a janela e sentir o vento na cara a empurrar-me o cabelo para trás da cabeça e então fecho os olhos até metade e sonho com um hambúrguer gigante cheio de surpresas e uma bebida com bolhinhas para o jantar.
Quando crescer, tenho medo de andar sempre cansado, de já não gostar de ver o mesmo filme três vezes seguidas, de não me divertir a jogar o dominó nem a brincar às escondidas dentro dos roupeiros onde cheira a sabonete e as camisolas fazem uma espécie de almofada muito fofinha onde me sento em silêncio à espera que me descubram.
Sei que ainda faltam muitos anos para que essas coisas todas horríveis me aconteçam, que antes de me tornar um homem ainda vou mudar de voz, a cara vai semear-se de pêlos estúpidos, os meus pés vão ficar do tamanho dos de um gigante e nem vou perceber o que me está a acontecer.
Mas enquanto esse dia não chega, só me apetece brincar, dar beijinhos às pessoas de quem gosto, adormecer com a cara encostada à mão da minha mãe e pensar que ela é a mais linda e a mais querida e que vai estar sempre à minha cabeceira, quando à noite fecho os olhos e imagino que dou a volta ao mundo numa largada de balões de todas as cores...
Crónicas da Margarida de Margarida Rebelo Pinto
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
Espero que este espaço seja um espaço de partilha de emoções, de ideias, de conhecimento sobre o mundo encantado desses seres maravilhosos que são as CRIANÇAS.
Sou Educadora de Infância e estou presentemente a trabalhar com um grupo de crianças com idades compreendidas entre os 24 e os 36 meses. É o primeiro ano que estou em Creche e estou a gostar muito... A minha sala é a SALA DA ALEGRIA!
Exploravam o espaço, os legos, os livros, a BOLA...e num momento quase que se esqueciam daquela dor tão grande, a dor da separação, das saudades com sabor a abandono.
Depois os dias foram passando, as crianças foram-se habituando, ao espaço, às pessoas, ao grupo de crianças. A banda sonora da nossa sala já vai sendo a alegria...































