segunda-feira, 30 de maio de 2011

sábado, 21 de maio de 2011

Mágico!


“O Patinho Feio – Il Brutto Anatroccolo”


Hoje fui ver...e adorei! Simplesmente espetacular! A peça desenvolve-se numa casa de madeira, plena de movimento, música, rimas...e minuto a minuto nos vai "prendendo"...

Tem apenas 3 atores...que são magníficos!


Livremente inspirado no conto de Hans Christian Andersen, o texto é da autoria de Marina Allegri e encenação de Maurizio Bercini.

Numa terra de gelo, uma casa de madeira esconde no seu interior o coração mecânico de um relógio de cuco que mede o tempo da história com batidas precisas e dá vida e calor aos três personagens que a habitam, um homenzinho velho e magro, o Sr. Hans e os seus dois ajudantes, o Sr. Tric e a Sra. Trac. O homenzinho passa o tempo a escrever histórias que já estão na sua cabeça como pequenas sementes que germinam com sol, o vento e algumas gotas de chuva.

O conto desenvolve-se no espaço das cores e da atmosfera envolvente de uma aguarela de Carl Larsson, onde tudo está à vista na terra e no ar. Na terra, um tapete ligado com os lugares da história; no céu os utensílios roubados à cultura camponesa e uma ténue iluminação de candelabros.

O Patinho Feio resiste, desafia a força da natureza, foge dos maus encontros, pensando, enquanto o gelo do pequeno lago lhe gela o corpo, que depois do Inverno vem a Primavera.

No fim, vê recompensada a sua determinação quando olhando o seu reflexo na água reconhece finalmente a imagem exterior que é a sua.

A forte indecisão entre o ficar num ninho quente, seguro, sem obstáculos e a vontade de começar a andar ao longo do tapete em movimento, representa o momento difícil de crescimento na vida. Na realidade, a passagem mecânica do tempo, do movimento e das palavras arranca à história o seu próprio tempo, que parece que nunca passa, sem um antes e sem um depois.

E neste sonho que nos acompanha até ao fim, de sermos aceites por aquilo que verdadeiramente somos e não por aquilo que devemos ser, onde encontramos muitas afinidades com o sentimento de ser criança, que nos empurra a crescer mantendo-nos fiéis à nossa ideia de indisciplina.

Estamos a recordar as cores...

Carimbagem com maçã...

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Dia da Mãe...sem mais atrasos...:B



A ideia deste registo foi obtida através do Facebook, pela colega Lígia. Desde logo pensei que as nossas mamãs iriam adorar ser "capa de jornal"!

E como gostamos muito delas...tivemos a ideia de lhes oferecer estas flores coloridas...



A prendinha deste ano foi um útil "guarda-jóias"... Carimbamos garrafas, folhas, flores, colamos feltro, missangas de madeira, fita de organza...




domingo, 8 de maio de 2011

CRIANÇAS : É IMPORTANTE DEIXÁ-LAS SONHAR



Brincar na areia, desenhar árvores azuis, ser uma fada ou um aviador... o mundo de hoje ainda tem lugar para as fantasias infantis, é preciso é não stressar...


Tempo para ir à escola, tempo para a natação, tempo para o inglês, tempo para os computadores... Mas será que ele tem tempo para sonhar?


A importância de mexer na terra


Ele suja-se? Mas ser criança é ser sujo, por definição. Não queira que a sua criança tenha uma infância demasiado ‘limpinha'. Vista-a com roupa velha que possa ir à máquina quarenta vezes, leve-o ao parque e deixe-o meter as mãos na terra.

Por estranho que nos pareça, uma criança pequena a brincar utiliza muitas das mesmas estratégias dos investigadores profissionais: como é que isto funciona? E desta maneira, o que é que muda? Para isto é preciso tempo, é preciso calma, é preciso lugar onde, e é preciso não ter tantos brinquedos que não saiba para onde se virar. É com as mãos que as crianças investigam. As bonecas, os jogos de construção, os puzzles, os jogos, são clássicos com que nós brincámos. As crianças de agora estão mais voltadas para os jogos electrónicos, que lhes serão imprescindíveis no futuro, mas que tipo de adultos teremos, se não foram ‘cientistas' em pequenos?

A árvore azul


No papel, ele desenhou uma enorme árvore com uma lindíssima copa... azul. Árvores azuis não existem nem na China? Talvez, mas imagine que a mãe do Van Gogh lhe tinha dito isso. Em vez de começar logo a pensar: "Meu Deus, todos os outros meninos fizeram árvores normalmente verdes e só este é que não sabe que elas são verdes, se ele já chumba no curriculum da pré-primária, nunca me vai chegar à faculdade!", dê os parabéns a si própria: não só tem um filho poético como original e despachado (provavelmente a caneta verde não estava disponível na altura e ele desenhou com a que estava à mão), tudo qualidades preciosas para vingar na vida.
Em vez de lhe ralhar e de lhe exigir que eles seja igualzinho a todos os outros, incentive os seus dons: ofereça-lhe lápis de cor e puzzles, leve-o ao cinema e a ver exposições de museus (provavelmente ele adorará Matisse), chame a atenção para as cores e tons daquilo que está à sua volta, façam colagens juntos, apanhem folhas para fazer um herbário. E guarde o desenho da árvore azul, vai gostar de o rever quando ele for um pintor ou um inventor famoso.

A mania das princesas


Ai a fase da Barbie, e do quarteto Branca-de-Neve/Bela/Cinderela/Bela Adormecida... A fase kitsch... Muitas vezes, elas acumulam a fase das ‘bonecas para vestir' com a das bonecas para dar colo. Claro que se pode controlar: elas não precisam de ter trinta Barbies, podem ter os fatos em vez da boneca, e podem mesmo aprender a fazê-los, com uma caixinha de costura, tesoura e bocados de pano. Incite ainda a personalizar cada boneca, a saber que aquela é a Rita ou a Marta ou a Filipa, em vez de ser só ‘mais uma'...

Não são coisas de rapaz?


Imagine que a sua criança lhe diz: ‘Olá, eu sou uma fada', com a diferença que a sua criança é um robusto rapaz... Aos três anos, ainda não há muita noção das diferenças de sexo, e quem tem irmãs pode facilmente entrar em brincadeiras ‘de meninas'. Há mesmo quem conte a história de um imaginativo teimoso que batia o pé numa brincadeira porque o único papel que desejava era o de ‘Rainha-má'... O facto de ele se identificar com a personagem ‘má' seria mais de reflectir do que o facto de querer ser ‘a rainha'... Portanto, não faça comentários e deixe-o ser fada à vontade. Lembre-se que, quando ele quiser ser polícia, a família vai arrepender-se, principalmente se o ‘polícia' tiver apito...

Pum-pum, estás morto


Muitas famílias têm a louvável política pacifista de não comprar armas de brincar às suas crianças, mas as crianças insistem em espetar um dedo (ou uma banana, ou uma escova, ou um secador...) e fazer pum-pum.... Pois é. A agressividade está em todos nós e neste nosso mundo em que elas passam cada vez mais tempo sentadas, é importante encontrar brincadeiras onde possam libertar energia. Pode continuar a não lhe comprar kalashnikovs em miniatura e a incutir-lhe uma saudável política de ‘paz e amor', mas deixe-o brincar às guerras. E entretanto, vá jogando com ele às escondidas, à cabra-cega, à apanhada, aos monstros, à batalha das almofadas. São jogos dos nossos antepassados, mas continuam tão divertidos como sempre. Só é preciso alguma energia e algum espaço, o que pode ser complicado, é verdade, mas não impossível... Deixe-o gritar e pular, e vai ver que as guerras passam para segundo plano."




Por Catarina Fonseca/ACTIVA | 31 Mai.2010

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sexta-feira, 6 de maio de 2011